OBRA - Dissecação de um conceito
Fotografia de António Pedro Brito de Sousa
*
OBRA - Dissecação de um conceito
*
(Proseando)
A criatividade – aquela que nos nasce das constantes colisões com as imprevisibilidades do espaço e do tempo, não a que nos surge mercantilisticamente formatada pelas chamadas “necessidades de mercado” - nunca foi muito amiga das burocracias, nem dos caminhos traçados por outrem... Esmagam-na as imposições, viola-no-la e inutiliza-no-la a rigidez dos protocolos. Mas engendra(se). Sempre.
Venho de uma geração que privilegiou o utilitário, sem nunca ter deixado que lhe fossem arrancadas as raízes primordiais do sonho e do espanto. A fornada perfeitamente necessária àquele tempo, neste espaço. Sou, portanto, dessa “fornada”, uma peçazinha claramente nascida para a produção ao nível das artes e das ciências a quem, porém, uma vez enredada na teia social, acabaram por ficar vedadas todas as formas de se tornar verdadeiramente útil e de preencher com o seu específico desempenho, alguns dos muitos, dos infindáveis – e muito desejáveis - espaços vazios do sempre crescente e ondulante tecido criativo.
Não me queixo, constato. E aproveito para, agora que em verdade posso dizer que me é muito difícil ter força para agir e espantosamente fácil encontrar um sentido para a acção, tentar cumprir, no pouco tempo que me resta, o que poderia ter vindo a ser cumprido ao longo do tempo útil de uma vida.
Obra? É isto, este espaço a que chamamos erro e que medeia
entre o que já fizemos e aquilo que poderíamos ter feito.
*
Maria João Brito de Sousa -29.05.2015

Olá amiga querida! Ainda não tinha vindo espreitar este teu espaço! Foi hoje! E ainda bem que o fiz gostei de conhecer um pouco mais da minha amiga! E comprovo o que já pensava antes: és uma pessoa fantástica e que faz falta no nosso dia-a-dia! É sempre uma honra ler as tuas ideias! Muitos beijinhos, um lindo dia para ti🙏❤
ResponderEliminarOlá Sandra das palavras alegres como um dia de sol
EliminarSinceramente, fracota como estou e cansada de constantemente me ter de equilibrar no fio de uma navalha cada vez mais aguçada, tendo a acreditar que não faço falta a ninguém, senão aos sonetos e à minha Mistral...
Mas fico contente por saber que ainda sou um bocadinho útil
Beijinhos e que tenhas um dia muito, muito feliz!
Um bocadinho útil? Muiiito! A vida não é só sorrisos e gargalhadas, tem também o outro lado, os cansaços, fragilidades, receios! E tu minha amiga, se calhar não o sentes, mas com as tuas palavras e partilhas ensinas-nos a lidar com situações menos boas, ensinas a enfrentar e a aceitar, e mais: ensinas a manter uma base alegre e esperançosa! És uma grande amiga❤ muitos beijinhos e crê que estamos, eu e quem te segue, sempre a espera das tuas partilhas! 🙏🌷🌼
EliminarUm bocadinho útil? Muiiito! A vida não é só sorrisos e gargalhadas, tem também o outro lado, os cansaços, fragilidades, receios! E tu minha amiga, se calhar não o sentes, mas com as tuas palavras e partilhas ensinas-nos a lidar com situações menos boas, ensinas a enfrentar e a aceitar, e mais: ensinas a manter uma base alegre e esperançosa! És uma grande amiga❤ muitos beijinhos e crê que estamos, eu e quem te segue, sempre a espera das tuas partilhas! 🙏🌷🌼
EliminarMais uma vez te agradeço, Sandra!
EliminarHoje estou particularmente cansada, tenho um mail para escrever ao meu médico que mais parece um longo tratado de patologias e a senhora dos banhos deve estar quase a chegar... não sei se me irá nascer algum poema, nem se me vai sobrar tempo para passar umas horas deitada com as pernas elevadas... se algum "chamar por mim", acabará por nascer!
Beijinhos