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A mostrar mensagens de setembro, 2013

PEQUENA NOTA

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Tela de Zoran Usoric * Não sou uma writer de graffiti. Nunca o fui embora, quando menina, me tivesse sido permitido - e até encorajado... - desenhar e pintar as paredes da casa do meu avô poeta. Também não tinha ouvido - ainda... - o protesto do writer que, neste preciso momento, o denuncia no ecrã do meu televisor mas sinto e sei que uma "autorização" e uma "taxa" apagarão - e empurrarão para uma ilegalidade extrema os pre varicadores/resistentes - o significado social que este tipo de arte efectivamente tem. NOTA - Nem sequer posso considerar-me suspeita de favoritismos porque a única experiência pessoal que tive, expressou-se pela negativa, gritantemente, numa das paredes da minha sala, através da "inspiração precoce" de um sobrinho meu. Maria João Brito de Sousa - 15.09.2013

O ÁLBUM DE UM AMIGO QUE NEM VEMOS

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Pode suceder-nos, vez por outra, encontrar o álbum de um amigo que nem vemos. Exultamos e folheamo-lo cuidadosamente, mantendo, em cada imagem, a lupa da atenção focada nos detalhes, nas feições, na luminosidade dos sorrisos, no percurso mais ou menos vincado das rugas, na rebeldia com que os mais jovens tentam afirmar-se únicos ou na teimosia com que os menos jovens desdenham evidenciar que o são. No denominador comum que transparece e, invariavelmente, nos vai contagiando.   Procura-se, no desdobrar de cada traço, aquela centelhazinha da luminosa alegria que acompanha o esperado/inesperado reconhecimento de um parente próximo ou do último camarada que sonharíamos encontrar e não desistimos até ao por-de-imagem do derradeiro desconhecido. A familiaridade longínqua da cor e do movimento transporta-nos a um chão que há muito não pisamos e uma vontade, única porque absolutamente involuntária, coloca-nos naquele mesmíssimo palco, deslocados no tempo e no espaço, como soldadinhos “chumbado...