O Fievel morreu hoje. Perdão, ainda vo-lo não tinha apresentado... O Fievel era um rato. Um vulgaríssimo rato de pelagem castanha clara, tão habituado ao humano convívio ao longo de sabe Deus quantas gerações, que de nada lhe teria aproveitado se eu me tivesse decidido a soltá-lo nos bosques ou nas brenhas das penedias. O resultado teria, inevitavelmente, sido este. E vice-versa... Eu gosto mais de lhe chamar irmão-rato, dados as paredes de cimento, os vidros e as grades que partilhamos, nesta nossa atitude de prisioneiros vocacionais e irremediáveis... Mas o Fievel era Alguém. Tinha um nome muito importante. Um nome que evoca um pequeno herói da BD Disney capaz de enfrentar gigantescos gatos, sempre em defesa dos fracos e oprimidos. O Fievel da história não morria nunca. Este, bem real, não conseguiu sobreviver a uma estirpe de Proteus Mirabillis. Tentei curá-lo! Tomei ares de Médica de Família, vesti a bata branca e lá me pus a tentar convencê-lo de que estaria, muito provavelmente, ...