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A mostrar mensagens de abril, 2014

UMA CRÓNICA ESCRITA "A" E PUBLICADA "COM" SANGUE FRIO

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  Pergunta ao sopro do vento Quanto tempo o tempo tem, Nunca o perguntes ao tempo Que não diz nada a ninguém…     8.25h Às oito e vinte e cinco calco, sob a sola do sapato direito, a ponta do que julgo ser o último cigarro daquela manhã que ainda não pressinto ser de surpresas. Muitos alunos de Medicina, lado a lado com os seis cidadãos a quem foram marcadas intervenções cirúrgicas para este dia, no bloco de pequena cirurgia deste hospital da nossa Lisboa. Ficam em branco as peripécias da curta ascensão ao bloco e das duas horas de espera que separam a minha chegada do momento em que uma simpática auxiliar faz ouvir o meu nome. Entro convencida de que em menos de um quarto de hora estarei despachada…   10.30h A cena que eu tinha imaginado – muito semelhante aos curtos episódios de drenagem que puderam ser prestados no centro de saúde – está, pelos vistos, muito longe da realidade pois sou encaminhada para um gabinete onde me entregam um uniforme azul que terei de vestir antes de me se...