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A mostrar mensagens de janeiro, 2011

PLEASE, DO FEED THE TROLLS! :)

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  Há três aos que navego, incansavelmente, na blogosfera e se é certo que a minha principal motivação sempre foi a criação de sonetos formalmente clássicos, não será menos certo que acabei por encontrar, nestas minhas viagens poéticas, alguns elementos de uma fauna que abunda neste espaço; os Trolls. Os meus ocasionais encontros com esta curiosa forma de vida, nem sempre foram pacíficos, sobretudo nos primeiros tempos de navegação mas, por estranho que possa parecer, acabou por se revelar muito produtivo em termos de criatividade pessoal e é por isso que me sinto na obrigação de, num súbito rasgo de solidariedade, escrever algumas linhas sobre os hábitos de vida desta curiosa e incompreendida fauna. Encontramo-los de todos os sexos, idades e tamanhos, não sendo rara a emergência de um ou outro mutante hermafrodita. De quando em quando, surge um exemplar que até sabe escrever  Português, sendo que se torna muito difícil de detectar, podendo passar, facilmente, por um comentador comun, a...

PARA AS CRIANÇAS DA MINHA VIDA... E NÃO SÓ...

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  Encontrei, por acaso, esta crónica – ou o que resta dela – de Maria Rosa Colaço, publicada no jornal “A Capital” em 1994. Gosto muito deste tempero tão especial com que os acasos me têm brindado quando quero MESMO escrever sobre qualquer coisa em que acredito muito e, portanto, defendo e defenderei incondicionalmente. Sabia que teria o artigo algures, no meio de toneladas – ou resmas – de artigos, fotografias, desenhos e originais de poemas manuscritos… o que eu nunca pensei foi conseguir dar com ele, assim, numa primeira tentativa, como se a divina providência tivesse feito questão de me emprestar uma mãozinha, já que as minhas estão demasiado lentas e indecisas. Fui ao circo uma única vez em toda a minha infância e doí-me. Doí-me o suficiente para começar a pensar, por essa altura, exactamente da mesma forma que penso e sinto agora, aos cinquenta e oito anos, em relação aos animais selvagens que são forçados, pela mão do animal humano, a viver e a agir contra a sua natureza. “Que ...

CRONICAZINHA DE UMA PASSAGEM DE ANO - 2010/2011

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Gostaria de poder dizer-vos que sou uma mulher infeliz porque o meu elevador se avariou nesta noite de passagem de ano. Talvez me acreditassem e ficassem solidários com o facto de eu não conseguir descer e subir os quatro andares com o Kico ao colo, a coluna avariada e o rim que me não pára de massacrar. Talvez… mas a verdade é que a minha ideia de felicidade se não prende com esse tipo de coisas e se não esgota nos azares do momento. Em compensação, posso perfeitamente afirmar que sou, mais uma vez, uma “mulher-feliz-lixada”. Muito feliz e muito lixada, apesar de ter jantado uma latinha de atum com arroz cozido – um luxo só para os dias especiais… - e duas rabanadazinhas do Pingo Doce que me custaram 1.50 euros. O que me custou mesmo muito, muito mais, foi subir os quatro andares com a cólica renal… mas isso, agora, não interessa para nada porque, ainda que o meu percurso de vida terminasse hoje mesmo, teria sido uma mulher feliz. Uma mulher lixada, mas uma mulher muitíssimo realizada...