PARA AS CRIANÇAS DA MINHA VIDA... E NÃO SÓ...
Encontrei, por acaso, esta crónica – ou o que resta dela – de Maria Rosa Colaço, publicada no jornal “A Capital” em 1994. Gosto muito deste tempero tão especial com que os acasos me têm brindado quando quero MESMO escrever sobre qualquer coisa em que acredito muito e, portanto, defendo e defenderei incondicionalmente. Sabia que teria o artigo algures, no meio de toneladas – ou resmas – de artigos, fotografias, desenhos e originais de poemas manuscritos… o que eu nunca pensei foi conseguir dar com ele, assim, numa primeira tentativa, como se a divina providência tivesse feito questão de me emprestar uma mãozinha, já que as minhas estão demasiado lentas e indecisas. Fui ao circo uma única vez em toda a minha infância e doí-me. Doí-me o suficiente para começar a pensar, por essa altura, exactamente da mesma forma que penso e sinto agora, aos cinquenta e oito anos, em relação aos animais selvagens que são forçados, pela mão do animal humano, a viver e a agir contra a sua natureza. “Que ...