SÃO ROSAS, SENHORA...
Ninguém ouve uma pedra, depois de lançadas as primeira flores, e um poema opõe escudos de papel ao aço da má vontade sempre que inicia uma batalha no eterno e móvel palco da criatividade Debruço-me sobre a guerra sistematicamente perdida entre a rima desgastada, a metáfora a garrote, forçada, e a impudícia do arrojo poético de cada dia Prevejo a batalha em três frentes que a poesia enfrentará a curto prazo e que a inércia manterá acesa por gerações e gerações de versos desgastados pela ausência de génio, de suor, de leito favorável… Ah, estrofes mancas, geneticamente obedientes, melodiosas como a colisão de dois camiões carregados de vidro ou nitroglicerina… Como se a fome fosse sempre igual e, subitamente, inventasse uma saída, revolto-me e atiro na direcção oposta, Mas não morro de amores por mim mesma nos instantes em que visto o uniforme da crítica implacável! (…satisfaz-me, no entanto, a raivazinha velada que hoje me levou a dedicar estas linhas à imperatri...