OBRA - Dissecação de um conceito de...
(Proseando...) A criatividade – aquela que nos nasce das constantes colisões com as imprevisibilidades do espaço e do tempo, não a que nos surge mercantilisticamente formatada pelas chamadas “necessidades de mercado” - nunca foi muito amiga das burocracias, nem dos caminhos traçados por outrém... esmagam-na as imposições, viola-no-la e inutiliza-no-la a rigidez dos protocolos. Mas engendra(se). Sempre. Venho de uma geração que sempre privilegiou o utilitário, sem nunca ter deixado que lhe fossem arrancadas as raízes primordiais do sonho e do espanto. A “fornada” exactamente necessária àquele tempo, neste espaço. Sou, portanto, dessa “fornada”, uma peçazinha claramente nascida para a produção ao nível das artes e das ciências a quem, porém, uma vez enredada na teia social, acabaram por ficar vedadas todas as formas de se tornar verdadeiramente útil e de preencher com o seu específico desempenho, alguns dos muitos, dos infindáveis – e muito desejáveis... - espaços vazios do sempre ...