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A mostrar mensagens de outubro, 2011

LIBERDADE, NA AVENIDA

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Afinal vale a pena chegar demasiado cedo a uma concentração. Para além de algumas viaturas da PSP, só um amigo anónimo marcava orgulhosamente o local com uma enorme bandeira portuguesa. O trânsito automóvel, naturalmente  desbastado pelo início do fim de semana, fazia-se representar por um carro passando aqui, outro acolá. Os lisboetas - um punhado deles - circulavam à vontade nos passeios esvaziados e tudo parecia conforme o habitual no largo do Saldanha. Num momento, era isto o que eu via e, no outro, começava um não sei que crescente burburinho, que longínquo rufar de tambores, que súbita mudança no rosto ou nos gestos das gentes, que nos alerta, nos arrepia e nos faz sentir que está prestes a começar. Ei-los que chegam, os primeiros autocarros repletos do povo que veio do Alentejo para, em Lisboa, dar voz ao seu descontentamento. Alguns identificavam-se pelos nomes das freguesias pintados nas carrosserias, outros pareceriam autocarros comuns, não fosse aquele não-sei-quê que deles ...