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OBRA - Dissecação de um conceito

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Fotografia de António Pedro Brito de Sousa * OBRA - Dissecação de um conceito * (Proseando)     A criatividade – aquela que nos nasce das constantes colisões com as imprevisibilidades do espaço e do tempo, não a que nos surge mercantilisticamente formatada pelas chamadas “necessidades de mercado” - nunca foi muito amiga das burocracias, nem dos caminhos traçados por outrem... Esmagam-na as imposições, viola-no-la e inutiliza-no-la a rigidez dos protocolos. Mas engendra(se). Sempre.   Venho de uma geração que privilegiou o utilitário, sem nunca ter deixado que lhe fossem arrancadas as raízes primordiais do sonho e do espanto. A fornada perfeitamente necessária àquele tempo, neste espaço. Sou, portanto, dessa “fornada”, uma peçazinha claramente nascida para a produção ao nível das artes e das ciências a quem, porém, uma vez enredada na teia social, acabaram por ficar vedadas todas as formas de se tornar verdadeiramente útil e de preencher com o s...

ORA, ORA...

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Fotografia de Carlos Ricardo * Ora, ora...  A mente humana só pode sobreviver através da procura da verdade, ainda que sabendo que jamais a encontrará.   Eu

PACIÊNCIA

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  PACIÊNCIA * O escritor levanta-se, espreguiça-se, sonda o horizonte e faz-se ao caminho * É importante que se diga que este escritor escreve poesia. É importante que se saiba que este escritor é, portanto, um poeta. * A caminho, este poeta evoca a palavra poesia Toma-lhe o peso. Prova-a Humaniza-a e veste-a com um p maiúsculo * Observa atentamente o resultado Reconhece que alguns erros de leitura possam ocorrer, aqui e além. Aceita que alguns olhos afirmem ver um p de possidónio onde ele colocara um p de pessoa.  *       Paciência * Maria João Brito de Sousa, 31.07.2018 – 17.19h  

COM UMA PERNA ÀS COSTAS

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Tela de minha autoria COM UMA PERNA ÀS COSTAS * Nós, os apaixonados operários do soneto clássico, não temos sido nada poupados pelos críticos modernistas e pós-modernistas de todo o mundo.   Acusam-nos de repetir o mesmo ram-ram-ram ao longo dos séculos e e nquanto servidores do ser humano através da poesia, cabe-nos provar que o Soneto, ainda que formalmente intocável, é tão plástico e tão versátil que é capaz de conter em si todos os estilos de todos os tempos.   Querem ideias capazes de construir e desconstruir tudo e mais alguma coisa? O soneto tem-nas! Querem máquinas de viajar no tempo capazes de alcançar o futuro? O soneto fá-lo!    O soneto é a fórmula literária mais próxima da perfeição e ainda não descobri nenhuma grande inovação que ele não ultrapassasse. Com uma perna às costas.     Maria João Brito de Sousa - 19.07.2018     

CAFEZINHO? QUE CAFEZINHO?

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 Cafezinho? Que cafezinho? A cevada solúvel de marca branca sai muito mais barata e, muito honestamente, o que se perde em sabor e olfacto, ganha-se em moedinhas no fundo do bolso.  Sou selectiva, sim, mas essa minha característica só é aplicável a coisas bem mais importantes do que o sabor de um café.  A quem não seja capaz de um tal estoicismo, recomendo que o tome com ou sem adoçante(s).  Deve é retirar o acento agudo do cafezinho e fazer o favor de o colocar no açúcar.

REDUTOR!

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 Quã o, mas quão redutor é classificar essa magnífica "fórmula literária" que é a Poesia de... "terapia"!   Nesta perspectiva, ocorre-me perguntar se realmente acreditam que Os Lusíadas pode ser encarado como um livrinho de "auto-ajuda"...