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NA CASA

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Como todos os gatos, sou profundamente territorial. Abomino a rápida e invariável associação às imagens mais do que desgastadas - e atrozmente pirosas - das heroínas urbanas "made in USA". É tão só esta profunda comunhão com "a casa" que me alimenta o direito a dizer, mais ou menos a brincar, que tenho uma costelazinha de gato. Ela e esta necessidade de estar tanto tempo sozinha comigo mesma na constante auscultação da matéria-prima dos meus poemas.  Todos sabemos que existe sempre a remota possibilidade de nos vir a cair o tecto em cima. Por vezes, cai-nos o mundo inteiro em cima, mesmo quando o tecto teima em manter-se firme, mas... Aqui somos e aqui morreremos. Na casa.   Maria João Brito de Sousa - 12.11.2015 - 12.14h