AINDA A PROPÓSITO DO AO90
(Transcrição de comentário deixado no "blog" de uma amiga blogueira)
Bem, eu estou entre os poucos - eu sei... - que há anos optaram por citar artigos, em vez de "posts", e o único estrangeirismo a que aderi incondicionalmente foi "blog"... por uma mera razão estética. Desagrada-me profundamente a palavra blogue. E a palavra blogoesfera, então, soa-me atrozmente "martelada" para fazer jeito aos mais fundamentalistas... mas estou-me nas tintas para coffee-breaks, runnings e outras tretas que tais.
A partir daqui vou-me tornar politicamente incorrecta e assumir que admito - e constato... - que a larga maioria do povo português defende uma língua que desconhece e trata mal. Tão mal que, se eu fosse mais imatura e não acreditasse que as pessoas não avançam se se puserem a correr para trás, diria que bem podem ficar com a porcaria das ervas daninhas que deixaram crescer no campo da língua e continuaria a desobedecer ao AO90, lavando as mãos da responsabilidade dos seus efeitos ao nível colectivo. Mas não, não tenho essa visão e nunca tive o hábito de me desresponsabilizar, desde que entenda que posso contribuir com a minha gota de água para evitar que uma coisa tão importante quanto a língua portuguesa seja completamente desfigurada por uma minoria de tecnocratas cegos - completamente cegos... - à essência, à estética e à maleabilidade gráfica do veículo de expressão de um povo inteirinho.
Colonizem ou ponham "a render" as suas excelentíssimas mãezinhas. A minha língua, não!
Bem, eu estou entre os poucos - eu sei... - que há anos optaram por citar artigos, em vez de "posts", e o único estrangeirismo a que aderi incondicionalmente foi "blog"... por uma mera razão estética. Desagrada-me profundamente a palavra blogue. E a palavra blogoesfera, então, soa-me atrozmente "martelada" para fazer jeito aos mais fundamentalistas... mas estou-me nas tintas para coffee-breaks, runnings e outras tretas que tais.
A partir daqui vou-me tornar politicamente incorrecta e assumir que admito - e constato... - que a larga maioria do povo português defende uma língua que desconhece e trata mal. Tão mal que, se eu fosse mais imatura e não acreditasse que as pessoas não avançam se se puserem a correr para trás, diria que bem podem ficar com a porcaria das ervas daninhas que deixaram crescer no campo da língua e continuaria a desobedecer ao AO90, lavando as mãos da responsabilidade dos seus efeitos ao nível colectivo. Mas não, não tenho essa visão e nunca tive o hábito de me desresponsabilizar, desde que entenda que posso contribuir com a minha gota de água para evitar que uma coisa tão importante quanto a língua portuguesa seja completamente desfigurada por uma minoria de tecnocratas cegos - completamente cegos... - à essência, à estética e à maleabilidade gráfica do veículo de expressão de um povo inteirinho.
Colonizem ou ponham "a render" as suas excelentíssimas mãezinhas. A minha língua, não!
Aqui já está corrigido daquelas gralhas que me "escaparam", Golimix!
ResponderEliminarEu não diria que os tecnocratas que tentam desfigurar a língua portuguesa (de Portugal) são cegos. Creio que têm os olhos bem abertos para os seus interesses económicos. Quanto terão ganho com o frete a quem lhes mandou fazer tal retrato?
ResponderEliminarÉ bem capaz de ter razão Fernando... mas continuarão cegos - e surdos! - "à essência, à estética e à maleabilidade gráfica" da língua portuguesa... refiro-me, neste específico contexto, a uma cegueira selectiva.
EliminarFraterno abraço e a continuação de uma boa luta!