Só um louco acreditará que se pode nascer, viver e morrer sem mudar o mundo. É mais do que evidente que cada um dos nossos mais automáticos gestos o vai mudando invariavelmente e que, mesmo depois de termos morrido, ele continuará a mudar, ainda que proporcionalmente ao quase nada que cada um de nós fez, ou deixou de fazer. Nunca entendi - ou entendi, mas fui-me rindo baixinho e com gosto... - os que afirmam que só os loucos pensam que podem mudar o mundo, quando a realidade nos mostra, a cada segundo, exactamente o contrário. De qualquer forma, pouco importa ao mundo que entendas, ou não, que te é perfeitamente impossível existir sem nele deixares a tua pegada e sem, portanto, o alterares um pouco. Importante, verdadeiramente importante, será tão só a orientação/direcção da tua intenção de mudança. Trata, pois, de defini-la bem, caso tudo isto seja novo para ti, e... Boas Festas! Maria João Brito de Sousa - 19.12.2015
Subscrevi, logo de início, este Manifesto de defesa do SNS - Serviço nacional de Saúde. O texto foi redigido em conjunto e para ele contribuí, com algumas alterações que foram incluídas.
ResponderEliminarMais tarde, após entrega do Manifesto ao Senhor Presidente da República, no dia 28 de Janeiro, e apesar da minha clara oposição - prévia à minha subscrição - alguns elementos da Plataforma lutaram pela "passagem de um questionário" (sic) aos excluídos do SNS (sic) apresentado aos membros da Plataforma. Como as "relações de força" indicam que o "questionário" e a sua "passagem", desprovidos embora de bases e rigor científicos, irão ser "implementados" e dada a minha discordância, pedi para que o meu nome fosse eliminado da Lista de Subscritores, pedido que me foi reiteradamente negado, por membros da Plataforma. Por tê-lo sido e por ser meu direito inalienável reitero, por este meio - porque outros me foram negados - publicamente, o pedido.
Vera Santana, 31 de Janeiro de 2012
Fica registado, Vera, no que a mim diga respeito.
EliminarTenho estado bastante mais limitada em termos de acesso e assumo estar em demasiados sites e petições simultâneas. Não me foi possível estar presente no dia 28 e não tinha, até este momento, conhecimento de qualquer "questionário aos excluídos do SNS".
Este acesso público está quase a encerrar e amanhã é bem possível que não consiga vir até cá. Tentarei, assim que possível, informar-me melhor acerca do referido questionário.
Em nome da Plataforma Cidadã de Resistência à Destruição do SNS, compete-nos proceder ao seguinte esclarecimento:
Eliminar1º A Plataforma consiste num grupo de trabalho aberto, não partidário, que advoga a defesa da prática democrática no desenrolar dos seus trabalhos. Como tal, todas as acções são debatidas e colocadas à consideração de TODOS os membros, não havendo lugar para decisões unilaterais, imposições de pontos de vista com submissão dos restantes membros, ou quaisquer práticas que resultem em comportamentos autoritários. Procuramos em todas as ocasiões chegar a um consenso, sendo que para tal é vital a auscultação de todos os membros.
2º O Manifesto entregue ao PR no passado dia 28 contou com a colaboração de diversos membros e foi colocado e aprovado por todos os membros da Plataforma, nomeadamente pela Vera Santana que participou na sua redacção, o subscreveu e integrou a comitiva que o entregou no Palácio de Belém. A sua subscrição está, portanto, neste momento nas mãos de Cavaco Silva.
3º Neste momento não existe NENHUM inquérito em execução.
4º A ideia do Inquérito é MUITO POSTERIOR à elaboração e entrega do manifesto.
A possibilidade de se fazer ou não o referido inquérito, tal como debater a melhor forma de o concretizar e ainda questões relacionadas com a sua funcionalidade foram colocadas à consideração do grupo, no respeito pelos princípios anunciados no Ponto 1º, o que levou à saída da Vera Santana, que tinha manifestado em privado a sua oposição à realização de tal Inquérito.
5º A subscrição do manifesto, a pertença à Plataforma e o debate aberto sobre uma eventual acção do grupo são três realidades absolutamente distintas: um subscritor do manifesto pode não ser membro da Plataforma, tal como um membro pode opor-se a uma determinada acção, no respeito pelo princípio do debate aberto e democrático, embora subscrevendo o manifesto. Ora a Vera, não só participou na elaboração do texto, como o subscreveu e reiterou, até sair voluntariamente da Plataforma, o facto de se rever no texto do manifesto em que participou.
6º Independentemente de um membro participar ou não nos trabalhos da Plataforma, continuar como membro da mesma ou não, não é possível retirar uma assinatura num documento que já foi entregue ao PR. Como se disse antes, as assinaturas estão nas mãos do PR.
7º Colocar e/ou retirar assinaturas de um documento é considerada uma prática desonesta pelos membros desta Plataforma. Manipular um documento que se pretende sério e honesto seria uma actuação gravíssima da nossa parte, passível de ser vista por terceiros como prática de uma fraude, descredibilizando o trabalho do grupo, os seus membros bem como o documento que se entregou ao PR.
A Plataforma
Muito obrigada pelo esclarecimento, Plataforma Cidadã de Resistência à Destruição do SNS!
EliminarUm abraço!