O ESPÍRITO DA POESIA E EU
Casámo-nos num qualquer dia de um mês em que fazia calor, na década de 90 do século passado. Já tínhamos tido algumas aventuras, não nego, e conhecíamo-nos desde os primórdios dos meus dias, mas esta união de corpo e alma, a roçar o desespero do lume da pele e a pedir-nos palavras impossíveis, só se deu nessa altura. No início – todos vocês o entenderão… - foi um estranho encantamento, um coleccionar de beijos rápidos em cópulas desajeitadas e pouco fecundas, um quebrar de rotinas na fronteira da falta de vergonha na cara. Todos repararam, ninguém perdoou mas, bem ou mal interpretado, o romance começara até que a morte nos separasse e nenhum de nós se esforçou demasiado por se fazer ouvir no julgamento sumário a que os outros nos condenaram. Ele há amores que não se podem guardar por dentro dos corpos, mesmo que, somados, os tentemos dividir… este foi um desses. O meu último grande amor, o supremo e definitivo anseio criativo.
(suponho que continue…)
Maria João Brito de Sousa
Temos um grande amor em comum :D
ResponderEliminarGostei muito ^^ (e espero quer continue :P )
Quanto ao meu post, para tentar explicar, apenas tentei transcrever aquilo que sinto quando olho para o nosso Mundo de hoje em dia :)
:) Obrigada pelo teu esclarecimento e pelo comment.
EliminarEu, hoje, não sei dizer se este post é para continuar ou se é para ficar por aqui. Alguma racionalidade me ficou embora 99% dela tenha ido para casa dormir :)) mas da que me ficou - 1%! - vieram-me uns vagos pruridos, no "encerramento" do texto, no sentido de lhe deixar "espaço" para crescer, caso ele assim o entenda... por isso aquele "suponho que continue...". É que se eu não estivesse "esvaziada" como estou, sei que isto teria "pano para mangas"...
Beijinho! :)
Pois me parece quase mais que um casamento. Algo mais como uma paixão daquelas que tiram toda razão...
ResponderEliminarGostei demais Poeta! Ficou muito bem explicada esta tua relação com o "tal" espírito!
Beijos
:) Obrigada, Ivete! Não voltei a pegar neste texto - ou nesta realidade... - porque a malvada da gripe mal me deixa espaço para sentir que o resto também não está no seu melhor... acho que é gripe, mas pode ser uma infecçãozita bacteriana... eu não sou "esquisita" nessas coisas; desde que ela se vá embora depressa, pode ser o que quiser! :))
EliminarRealmente é fortíssima esta união! Agora estou a falar da união entre mim e o Espírito de Poesia... a gripe que se cale ou vá dar uma voltinha porque já me fez não vir trabalhar da parte da manhã e eu não lhe dou mais confiança nenhuma hoje! :))
Abraço grande!
Percebo que tens senso de humor... e que não te entregas facilmente ás maleitas. É isto mesmo,Poeta, queremos "viver" de verdade e por isto não nos entregamos facilmente!
EliminarQuanto a união com o Espírito da Poesia, é algo que parece "pegado" a ti,né? Tu não és sem ele.Um complementa o outro...
Bjs e melhoras,sim?
Acho que é isso mesmo... não me concebo sem o Espírito da Poesia... nem sequer me consigo imaginar sem ele.
EliminarE tens razão, tenho muito sentido de humor e estou sempre a usá-lo contra as coisas menos boas... e funciona! Pelo menos tem funcionado sempre...
Bjo e obrigada!