Tive de o pôr de "férias", amiga... o tempo rende-me cada vez menos e como os sonetos continuam imparáveis - acho que vão morrer comigo ... - optei por dedicar-me mais a eles. Este seria apenas um espaço de descontracção... uma brincadeira, um patiozinho de recreio. Brincava em torno do POST/POSTE, claro, mas era essencialmente um espaço para vir "tomar ar" depois do trabalho mais a sério. Se um dia, por milagre, eu conseguir ficar mais ágil, mais rápida, retomo-o... mas não quero comprometer-me com ele. Eu levo muito, muito a sério os meus compromissos. Mesmo os do patiozinho de recreio, mas depressa percebi que o tempo não daria para tudo. Abraço gde!
Tela de Zoran Usoric * Não sou uma writer de graffiti. Nunca o fui embora, quando menina, me tivesse sido permitido - e até encorajado... - desenhar e pintar as paredes da casa do meu avô poeta. Também não tinha ouvido - ainda... - o protesto do writer que, neste preciso momento, o denuncia no ecrã do meu televisor mas sinto e sei que uma "autorização" e uma "taxa" apagarão - e empurrarão para uma ilegalidade extrema os pre varicadores/resistentes - o significado social que este tipo de arte efectivamente tem. NOTA - Nem sequer posso considerar-me suspeita de favoritismos porque a única experiência pessoal que tive, expressou-se pela negativa, gritantemente, numa das paredes da minha sala, através da "inspiração precoce" de um sobrinho meu. Maria João Brito de Sousa - 15.09.2013
DA GÉNESE DA COR * A mulher recostou-se no banco de jardim, afastou com um brusco abanão de cabeça as madeixas grisalhas que lhe cobriam o rosto, respirou fundo e retomou a escrita que deixara de lado para uma última fumaça do Português Suave. Ao longe, o mar endiabrado fazia soar o ribombar das ondas. Ela não ouvia… ou ouvia, mas interiorizava o som como se de coisa sua se tratasse. Recebera, ao nascer, esse estranho dom de se identificar com os eventos naturais. Alguns chamar-lhe-iam subjectividade. E assim era. Passavam mulheres e carros incolores, homens mais ou menos monocrómicos, folhas indefinidas e baças levadas pelo vento. Passavam os minutos no harmonioso encadeamento de todas as inevitabilidades. Só a mulher mantinha um estatismo apenas quebrado pelo ziguezaguear da caneta. Era nela e dela que as palavras jorravam em imparável torrente. Começavam num ponto bem definido do canto superior esquerdo da página e corriam, depois, em riachos que aumentavam, segundo a se...
Só um louco acreditará que se pode nascer, viver e morrer sem mudar o mundo. É mais do que evidente que cada um dos nossos mais automáticos gestos o vai mudando invariavelmente e que, mesmo depois de termos morrido, ele continuará a mudar, ainda que proporcionalmente ao quase nada que cada um de nós fez, ou deixou de fazer. Nunca entendi - ou entendi, mas fui-me rindo baixinho e com gosto... - os que afirmam que só os loucos pensam que podem mudar o mundo, quando a realidade nos mostra, a cada segundo, exactamente o contrário. De qualquer forma, pouco importa ao mundo que entendas, ou não, que te é perfeitamente impossível existir sem nele deixares a tua pegada e sem, portanto, o alterares um pouco. Importante, verdadeiramente importante, será tão só a orientação/direcção da tua intenção de mudança. Trata, pois, de defini-la bem, caso tudo isto seja novo para ti, e... Boas Festas! Maria João Brito de Sousa - 19.12.2015
Ui....
ResponderEliminarNós cá ficamos, "no aguardo".
Bjinhos
:)) É melhor assim! Já me estou a ver "grega" para manter o poeta em dia...
EliminarBeijinho!
Como falas de Hollywood e de uma secreta vocação.
ResponderEliminarvai, se possível, ao http://premios-prosa-poetica.blogs.sapo.pt e leva "Patrick Swayze" do filme
ghost que morreu a 14/9/09 com 57 anos.
Adorei Ghost e a música.
Também escrevi, um dos tais poemas contraditórios.
no prosa-poetica.
Aparece, se possível.
Beijos,
Mª. Luísa
Muito interessante a idéia deste espaço.
ResponderEliminarBastante original. Gosto!
Beijos,
Mª. Luísa
Tive de o pôr de "férias", amiga... o tempo rende-me cada vez menos e como os sonetos continuam imparáveis - acho que vão morrer comigo ... - optei por dedicar-me mais a eles. Este seria apenas um espaço de descontracção... uma brincadeira, um patiozinho de recreio. Brincava em torno do POST/POSTE, claro, mas era essencialmente um espaço para vir "tomar ar" depois do trabalho mais a sério. Se um dia, por milagre, eu conseguir ficar mais ágil, mais rápida, retomo-o... mas não quero comprometer-me com ele. Eu levo muito, muito a sério os meus compromissos. Mesmo os do patiozinho de recreio, mas depressa percebi que o tempo não daria para tudo.
EliminarAbraço gde!