Que ser era aquele? Imenso, ruidoso como um interminável trovão, atacou-me com a rapidez do raio e não parou, sequer, para me dar o golpe de misericórdia. Atirou-se a mim com a voracidade do tigre e, incompreensivelmente, não ficou para se alimentar da carne que destroçara. Que estranho ser era aquele? Levava no ventre muitos outros seres. Seres com olhos, ouvidos e mãos. Seres conflituosos, agarrados a coisas que não fazem sentido, indiferentes à dor que então me consumia. Que ser tão estranho... Não ameacei as suas crias. Não tentei conquistar as suas fêmeas. Se, acaso, invadi o seu território, fi-lo por absoluta necessidade. Procurava um desses seres que ele levava no ventre e a quem dediquei toda a minha vida. Sei que estou velho e pouco atraente. Durante esta minha insana busca, raras vezes encontrei alimento. Emagreci. Vivi muitos sóis e muitas luas alimentado, unicamente, pela certeza de voltar a encontrar o meu amigo. Aquele por quem daria – e dei – a vida. Aquele que...
Amiga: Os meus parabéns. É a foto, que eu vejo, onde tu és mais tu. E quero dizer-te que estás um espanto, muito bonita, com não podia deixar de ser. Um abraço.
ResponderEliminarPois, faltava-me o cigarrito... e hoje continua a faltar porque ainda não consegui ir por aí fora a pedir cigarrinhos a quem passa :)))
EliminarNão vejo nada da foto. Estou no CJO e o C. Paroquial está fechado para férias, mas consegui enviá-la por email para a minha outra conta e lá arranjei forma de a publicar ontem, na paróquia.
Abraço grande!
É por essas e por outras é que cada x há mais Hemofílicos. Anda tudo a fazer coração das tripas. E tu és uma dessas pessoas. Abraço. Eduardo.
EliminarNão senhor! Eu não faço coração das tripas... e a hemofilia não é contagiosa. É uma doença congénita e geneticamente transmissível pela progenitora feminina aos descententes do sexo masculino... é aquela que se faz os doentes sangrarem muito. O meu estado de anticoagualada é medicamnte induzido, por causa do Síndrome dos Anticorpos Antifosfolipidicos - não te rias porque isto chama-se mesmo assim... - e é uma forma de controle da doença que também é congénita e não contagiosa. Pronto. Agora já te podes rir á vontade. Toda a gente se ri com o nem do raio da doença... :)))
EliminarAbraço grande!
Olá amiga João. Achas que eu me ia rir do nome de uma doença? A doença terá alguma culpa dos inteligentes da época que lhe puseram este nome tão esquisito? Pobre doença, que até estou com pena dela. Olha amiga, Obrigado porque já não me lembro que me tivessem dado uma lição de moiral, como esta. Tu és mesmo entendida nestas coisas. Obrigado e Um brande abraço e desculpa dos meus pontapés na gramática, que tal como a doença também a gramática não tem culpa que eu seja tão ignorante.
EliminarMas "cal" ignorante?! E eu até nem costumo gostar de dar lições de moiral... :)) isto deve ser efeito secundário do tal anticoagulante que eu tenho de tomar... e confesso que também não me agrada ser "anticoagulada". É um enorme risco - idêntico ao dos hemofílicos - e o nome parece um palavrão! Se alguém me chamar :"- Sua anticoagulada!", eu juro que levo a peito e prego com outra lição de "moiral" destas! :)))
EliminarAbraço grande!